PhiloPsi - Filosofia e Psicologia
- Julia Ramires
- 13 de abr. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 16 de abr. de 2025
É óbvio, mas obviedades também são importantes de serem conversadas: o título da minha página, PhiloPsi, remete às relações e diálogos entre a Filosofia e a Psicologia.
Na verdade, a Psicologia entendida como ciência nem sempre foi separada da Filosofia, pois até o século XIX (no recorte do contexto ocidental), questões sobre a mente, a alma e o comportamento humano eram "território filosófico".
A conexão entre as duas áreas é nítida, como quando pensamos na base do questionamento socrático que inspira a prática clínica psicológica, promovendo reflexões profundas sobre nossa existência e modo de vida. E o clássico "Conhece-te a ti mesmo" gravado no Templo de Delfos, (mote que serviu como base para o diálogo "Alcibíades I" de Platão), é um chamado ao autoconhecimento, elemento central tanto na Filosofia quanto na Psicologia.
É importante frisar que a Filosofia não nasceu na Grécia: já existiam tradições filosóficas (na Índia, na China e no Egito) muito antigas que também refletiam sobre a natureza da vida e da mente/alma/espírito (em grego "psyché", psique). Na verdade, as práticas filosófico-culturais entendidas como epistemologias vivas mais amplas (e não como meros e reduzidos conceitos filosóficos ocidentais) são uma característica humana e atemporal.
Portanto, sendo difícil dissociar as perguntas filosóficas do trabalho psicológico, minha prática clínica está naturalmente vinculada à minha formação filosófica, não somente pela titulação acadêmica que possuo, mas sim por estar de mãos dadas com o modo como eu conduzo a minha existência como pessoa.
Julia Ramires Krüger
Psicóloga (CRP-02/29992).
Foto de capa: Cueva de las Manos (Santa Cruz, Argentina). Imagem de domínio público.





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